
Confira abaixo uma entrevista exclusiva para o site do produtor Bruno Levinson, o cara que agita o Humaitá Pra Peixe há 12 anos! Pois é, se vocês acham que é fácil fazer este festival estão redondamente enganados! É uma trabalheira sem fim, mas compensadora. O trabalho é ainda maior quando o festival, que precisa de investimentos para ser realizado, não consegue (em parte) este objetivo.
Com vocês o dono da (nossa) festa:
01 - Qual a principal diferença desta edição para as outras que passaram?
Bruno Levinson - Depois de 5 anos teremos que fazer o Festival sem um patrocÃnio. Por conta disto tivemos que voltar a fazer o Festival só no Sergio Porto e com uma estrutura mais reduzida. Essa é a principal diferença. No entanto, mesmo assim, teremos uma edição artisticamente das mais fortes e a expectativa de público também é grande. Conseguimos vários apoios e parcerias legais. Inclusive este ano o HPP vai virar 4 programas no Multishow!! Isso vai ser o bicho!! Eles têm no canal o quadro Zero Km que é para lançar novas bandas. Então faremos 4 especiais HPP/Zero Km. O site deste ano também está bem superior aos de todos os outros anos. Isto é uma tendência mesmo. Acho que cada vez mais o Festival estará na web. A Rádio Cidade também topou entrar com a promoção sem cobrar nada, e conseguimos apoios de gráfica, estúdio, equipamentos... E, mais do que tudo, eu sinto que este ano nós estamos com a melhor equipe de produção. Uma mescla bem legal de algumas pessoas que já trabalham comigo faz tempo e outros que estão chegando agora. Estamos todos muito motivados. A pescaria vai começar!! Mas uma coisa não muda nunca no HPP: ele continua sendo uma vitrine de novos artistas e novos trabalhos nos mais variados estilos musicais. Desde a primeira edição até hoje sempre é assim.
02 - Como foi feita a seleção das atrações? Recebeu muito material?
BL - Cada vez chega mais material. O que não quer dizer que a qualidade acompanhe este crescimento. A tecnologia facilita muito a produção musical. Hoje todo mundo grava um disco. Isto é legal por um lado, mas por outro também acaba facilitando demais até para quem não tem muito talento. Enfim... A programação vai se impondo. É material que chega, shows que vamos ver, opinião de outros artistas e produtores e por aà vai. Busco também sempre valorizar bandas e artistas que estão mesmo na ralação.
03 - Por que você acha que não rolou patrocÃnio este ano? Falta de interesse das empresas ou algum erro estratégico?
BL - Foi uma fatalidade. Já estava tudo acertado mas veio uma norma nova na empresa, na verdade, no grupo inteiro ao qual a empresa faz parte que fez dar para trás. E deu para trás em cima da hora!! Eu não tive mais tempo de fechar com algum outro. Em geral são negociações demoradas e eu já tinha que fechar os artistas, preparar material gráfico, etc... Foi mesmo uma fatalidade.
04 – Pra você qual a importância do HPP no calendário cultural da cidade?
BL - Pra mim é enorme. Ele funciona mesmo como uma vitrine de talentos aonde as pessoas vão para se alimentar, buscar referências, conhecer novos trabalhos... E mais do que tudo é um ponto de encontro! Para a cena crescer precisa ter pontos de encontro. Lá as pessoas se encontram, trocam idéias, assistem aos shows, estabelecem parcerias... Já é um evento tradicional do verão carioca!
05 - O que espera das bandas que compõem o line-up desta edição?
BL – Eu sempre espero trabalhos autorais, shows bem ensaiados, inventivos, criativos. Espero que saibam aproveitar bem a vitrine que é o Festival e, principalmente, que se divirtam muito!!
06 - Dê um recado para o público fiel do HPP.
BL - Galera, dia 03 de janeiro começa a temporada de pesca!! Vamos chegar junto com curiosidade e interesse!! Espalhem a rede!! Esse ano mais do que em todos os outros precisamos do boca a boca. Recomendem o HPP!! E ó, vocês já sabem: No HPP os shows são às 19h!!