
O primeiro dia da segunda semana de shows do HPP foi marcado por um imprevisto que, se no começo preocupou a produção do festival, no final acabou aliviando a lavando a alma de todos, principalmente pelo grand finale imposto pelo excelente show da jovem cantora Céu.
A fila no hall do Sérgio Porto, que se criou logo na abertura, indicava que alguma coisa não ia bem. As pessoas se perguntavam o por quê das portas não estarem abertas. Problemas com a mesa de som impossibilitaram a abertura no horário normal, mas o problema foi sanado á tempo de Leleo entrar no palco ás 20hrs. Antes disso acontecer, Bruno Levinson se desculpou com a platéia e informou que estas coisas acontecem (ainda mais num festival que existe há 12 anos!).
Leleo subiu ao palco se dizendo feliz por estar "tocando em casa". Ao lado de uma banda competente, ele mostrou o seu trabalho solo pela primeira vez para um público curioso e recheado de amigos do músico, como Paulinho Moska, Cacá e Isabel Diegues, Caetano e Moreno Veloso, Thalma de Freitas, Guta Stresser, entre outros. Muito á vontade e com personalidade, Leleo tocava o seu violão e mostrava músicas autorais com influência do melhor do sambalaço feito por Jorge Ben e Bebeto (como em "Quem Quiser, Tem"). Autor do hit chiclete "Solteiro no Rio de Janeiro", que foi consagrado pela voz de Toni Garrido (também presente), ele fez uma versão menos dançante e mais intimista, fazendo a platéia cantar junto. Jogando com a maturidade e a experiência, o cantor, músico e compositor estava apresentando seu terceiro trabalho, ao 37 anos, e não fez feio.
Depois de um curto intervalo surge no palco a cantora Céu, a atração mais esparada da noite. Um pouco nervosa no começo, ela se soltou logo depois da primeira música, "Nia". Impressionada com a reação do público ("É o primeiro show que faço em que as pessoas estão cantando as músicas"), Céu mostrou que já é madura e nasceu para isso, visto que sua presença de palco é singular - ela cantava, dançava, se ajoelhava e encantava o público com uma voz linda e sensual e com uma ótima banda formada por músicos que dominavam instrumentos como baixo e guitarra (tocados por uma pessoa só), teclados/samplers/efeitos, percussão, bateria e DJ.
Céu fez um dos shows históricos que marcaram estes 12 anos de HPP, principamente por agrupar originalmente elementos de MPB, downtempo, samba e bossa em suas músicas de forma bem original. Simpática e bonita, ela revezava canções de seu primeiro disco com clássicos nacionais ("Nanã", de Moacir Santos) e internacionais ("Concrete Jungle", de Bob Marley). A comoção transparecia no rosto tanto de técnicos de som, como em alguns membros da produção, passando pelo público que estava sentado na beira do palco, que exigiu o bis. Céu tem um futuro promissor na MPB e o show no Humaitá veio comprovar e sacramentar isso. Que ela voe cada vez mais alto....
ppp em 11 de janeiro de 2006
A Céu simplesmente fez todo mundo ficar estupefado.
A gente so pode dizer obrigadoooo!!!!
Um obrigado daqueles que se diz para aquelas
pessoas que fazem música, e que com sua música,
fazem a vida valer mais a pena. :-)