
A primeira noite da quarta semana de Humaitá Pra Peixe levou para o palco do Sérgio Porto a força e a sensibilidade de duas grandes cantoras e compositoras em seus novos projetos musicais: Cecília Spyer e Kátia Dotto.
Enquanto uma trilhou o caminho de preparadora vocal e backing de grandes artistas das maiores gravadoras do país (Cecília já trabalhou com Gilberto Gil, Paralamas, Roberto Carlos e Fernanda Abreu, só para citar alguns), Kátia fez sua carreia no undergroud. Ela participou de bandas como Kanella Pie, Leela, mim, e já acompanhou também o grupo Penélope e Martha V. Agora em trabalho solo, as duas mostram um lado mais pessoal e poético.
A apresentação da veterana Cecília Spyer aconteceu em clima intimista, com a platéia calorosa sentada no chão e muitos aplausos. Em seu trabalho solo, a cantora mostrou a força de sua (já consagrada) voz e o domínio de palco de uma veterana em instrumentais bem acabados e melodias agradáveis de se ouvir.
“É um prazer estar tocando no Humaitá Pra Peixe 2006. É um ótimo começo de ano toda essa efervescência. Que isso prolifere pra todo mundo que está participando e assistindo. Eu estou muito feliz”, contou.
O show mostrou as composições de seu disco de estréia “Repara”, que tem produção de Christiaan Oyens (que deu uma canja em “A falta que você me faz”) e a participação de nomes como Charles Gavin e Dado Villa-Lobos - que também foram conferir ao vivo o som de Cecília.

Em seguida, foi a vez de Káttia Dotto deixar sua marca no festival. “A gente nasceu pra ser feliz”, máxima da música “Go Tell” (finalista do festival Oi Tem Peixe na Rede), foi seguida a risca pela cantora e sua banda. Durante toda a apresentação que levantou o público do Sérgio Porto, o que mais se via no palco eram sorrisos.
Além do bom humor, o grupo mostrou entrosamento em composições bem acabadas, e guitarras afiadas. De baladas românticas, passando por covers e chegando a rock dançantes, a cantora mostrou muito talento e presença de palco.
As canções mais aplaudidas foram as do disco independente de 2005, que leva o nome de Kátia: “Seu eu fosse de lá”, “Eu te digo”, “As horas” e “Posso escrever”. Faltando pouco para dez da noite, a cantora ainda atendeu os pedidos da platéia (e sua fila do gargarejo animadíssima) e mandou um rápido, mas enérgico bis, fechando com chave de ouro uma apresentação de muito rock and roll.
Adriano em 26 de janeiro de 2006
Quem nao viu o show da Katia, perdeu o melhor show do festival!!
Mas dia 6 de fevereiro tera outro na MELT, e estarei la!
Ainda bem que tem o Humaita Pra Peixe, que da aos artistas estrutura pra se apresentarem com a maior categoria. Parabens a todos.